sábado, 8 de maio de 2010

Poem of the day: 9.

E. E. Cummings

9.

there are so many tictoc
clocks everywhere telling people
what toctic time it is for
tictic instance five toc
minutes toc past six tic

Spring is not regulated and does
not get out of order nor do
its hands a little jerking move
over numbers slowly

we do not
wind it up it has no weights
springs wheels inside of
its slender self no indeed dear
nothing of the kind.

(So,when kiss Spring comes
we'll kiss each kiss other on kiss the kiss
lips because tic clocks toc don't make
a toctic difference
to kisskiss you and to
kiss me)

domingo, 2 de maio de 2010

Pray (prey) away

"Nothing ever changes when we pray"
Source of thought: Warrel Dane, song "When we Pray", album "Praises to the War Machine"

Prendas de Maio: música

Por acaso, Maio costuma ser um mês de muita oferta, quando olho para o passado, em Maio há sempre muitos concertos e coisas a acontecer. Mas não me lembro de haverem tantos lançamentos em Maio de bandas que sigo. Pelo menos não em anos recentes. E, mais curioso ainda, é o facto de sairem dois álbuns de duas das minhas bandas preferidas no dia 31 de Maio, precisamente no meu dia de anos. O que eu agradeço (obrigada Anathema e Nevermore, I really appreciate that). E, por essa razão, quis salientar este acontecimento, que é com um eclipse do sol, temos de aproveitar porque é raro. Ah, e porque não dizê-lo, não são só CDs, há por aí um grande DVD a sair também, já estou à espera dele também. Pois é, fãs de Porcupine Tree, o DVD que documenta a última tournée mundial antes do The Incident vai estar sair a 17 de Maio, e quem não foi rápido o suficiente já perdeu as edições especiais, porque já esgotaram todas.

31 de Maio: Nevermore - The Obsidian Conspiracy

31 de Maio: Anathema - We're Here Because We're Here


17 de Maio: Porcupine Tree - Anesthetize (DVD)




Poema do dia: Com os Mortos

Antero de Quental

Com os Mortos

Os que amei, onde estão? Idos, dispersos,
arrastados no giro dos tufões,
Levados, como em sonho, entre visões,
Na fuga, no ruir dos universos...

E eu mesmo, com os pés também imersos
Na corrente e à mercê dos turbilhões,
Só vejo espuma lívida, em cachões,
E entre ela, aqui e ali, vultos submersos...

Mas se paro um momento, se consigo
Fechar os olhos, sinto-os a meu lado
De novo, esses que amei vivem comigo,

Vejo-os, ouço-os e ouvem-me também,
Juntos no antigo amor, no amor sagrado,
Na comunhão ideal do eterno Bem.

sábado, 1 de maio de 2010

Evergrey em Portugal

Os Evergrey vão regressar a Portugal no dia 28 de Maio, mesmo pertinho dos meus anos. Ainda não sei se vou poder ir, mas farei tudo, até por ser numa 6ª feira. Mas quis assinalar este concerto porque os Evergrey são uma banda que aprecio muito, apesar de não me considerar fanática como em relação a algumas bandas que já referi no blogue. Apesar disso, tenho os álbuns todos deles e aprecio bastante principalmente os primeiros álbuns e o último. Tiveram uns anos de estagnação, mas regressaram em força e agora prometem novo álbum, o que é sempre entusiasmante para mim. Não percam a oportunidade de os ver. E não é todos os dias que eles cá metem as botas, vão por mim. Será com toda a certeza uma noite especial. Aproveito esta oportunidade para os referir aqui e quem sabe os dar a conhecer a novos públicos que nunca tenham ouvido falar deles. O álbum "Solitude, Dominance, Tragedy" é o meu preferido deles e sem dúvida um dos melhores na história do metal progressivo. Na minha lista, seguem-se "The Inner Circle", "In Search of Truth", "Recreation Day" e "Torn". Os outros dois passaram-me um pouco ao lado. São sugestões musicais, para quem as queira aceitar. Se não aceitarem também não faz mal, porque o prazer de os ouvir é uma coisa individual, e eu sou muito egoísta!

Poema do dia: Translating García Lorca

Mark Statman

Translating García Lorca

for Pablo Medina

the danger is not
that he'll take over
my poems
but that when it happens
I won't know

(image of cow, of horse
of cadaver or sleepy river
or a pure and less
than innocent love)

so when someone points it out
I won't see—
already eaten
devoured